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Nova crise das criptomoedas – Veja o que está acontecendo

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Para quem está no espaço de mercado das criptomoedas, não é novidade que o cenário desses ativos não seja agradável para seus entusiastas. Na verdade, o rápido desenvolvimento a crise das criptomoedas na financeira tradicional atormenta os investidores. No entanto, o mercado está em alerta por conta da nova crise das criptomoedas.

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Com isso em mente, é importante ressaltar que a curva de juros se inverteu esta semana, uma mudança que sempre alerta para uma recessão. Em outras palavras, não tem implicações positivas na crise das criptomoedas. Na prática, isso significa que o governo dos Estados Unidos da América está vendendo títulos do tesouro nacional a investidores para financiar projetos nacionais durante a crise das criptomoedas.

Portanto, quanto maior o prazo do empréstimo, maior será o valor que os investidores obtêm desses títulos. Assim, as empresas responsáveis ​​pela mineração de criptomoedas. Neste caso o Bitcoin (BTC), estão comercializando os seus estoques para financiar operações enquanto lutam para não falir com essa Grande Recessão no mercado.

Na verdade, uma das maiores mineradoras, a Core Scientific (CORZ), anunciou que vendeu mais de 7.000 BTC apenas em junho. Isso porque a empresa não tem receita significativa em 2022, voltando-se para buscar ajuda em suas reservas.

Contudo, essa resistência dos mineradores é vista como o início de uma “espiral da morte”, pois os mineradores de criptomoedas deveriam ser a última linha de defesa para a economia, em suma, a verdade é que não é exatamente isso que está acontecendo.

Além disso, ainda vale ressaltar que o termo espiral da morte é usado quando há pânico e quedas absolutas de preços.

Michael Burry diz que a crise das criptomoedas pode ser apenas a matade do caminho

Um dos mais conhcidos gestores de fundos de hedge de Wall Street, Michael Burry, mais conhecido no mercado pelo fato de prever a crise das criptomoedas de 2008, comentou nas mídias sociais sobre o declínio nos mercados de ações e da nova crise das criptomoedas. Na ocasião, ele  demostrou pessimismo: para ele, o declínio dos últimos meses foi apenas “a metade do caminho”.

“Ajustado pela inflação, o S&P 500 caiu 25%–26%, Nasdaq caiu 34%–35% e o bitcoin caiu 64%–65% no primeiro semestre de 2022. Isso foi uma compressão de múltiplos. Em seguida, compressão de lucros. Então, talvez estejamos no meio do caminho”, twittou Burry, que está sempre ativo no Twitter, teve no filme A Grande Aposta, a sua história contada sobre seus laços com a bolha imobiliária dos EUA, mas as mensagens postadas foram excluídas logo após o ato de publicação.

A mensagem de Michael Burry teve sua publicação logo após o S&P 500 registrar sua maior queda no primeiro semestre em mais de 50 anos, seu pior resultado desde 1970. O Nasdaq, índice com foco em tecnologia, também encerrou junho com seu pior primeiro semestre do ano já registrado. O Bitcoin, no que lhe concerne, teve seu pior mês de sua história e atingiu um recorde em mais de uma década de sua maior queda trimestral.

Em meio a inflação recorde nos EUA, o banco central do país elevou acentuadamente as taxas de juros, tornando os empréstimos mais caros e reduzindo o interesse dos investidores com perfil mais arrojado.

No entanto, esta se trata de uma situação que ocorre em meio a outros fatores macroeconômicos que maximizam seu potencial. Como, por exemplo, a desaceleração na economia da China, guerra entre a Rússia e a Ucrânia, entre outros.

Com isso, mercados de risco como ações e criptomoedas vêm sentindo os efeitos da situação, registrando grandes quedas desde que o ano começou, em especial no último mês, quando o Fed esteve com o seu maior aumento de taxa em quase 30 anos, quando subiu 0,75%.

Mas, o gestor não fala sobre isso apenas no cenário atual de crise das criptomoedas

Na verdade, Burry já comentou sobre a possibilidade de uma queda no mercado de ações há meses. Em maio, ele comentou sobre uma queda de mais de 50% no S&P 500. No entanto, antes disso, ele criticou os preços das ações das maiores empresas dos EUA, algumas das quais negociam praticamente o dobro de sua receita.

Além disso, ele também soltou um alerta sobre o índice de consumo dos EUA, que podia cair devido ao aumento da dívida do consumidor.

Segundo o investidor, se confirmado, isso pode prejudicar o crescimento econômico do país e, ao reduzir os lucros das empresas, pode baixar ainda mais o preço de suas ações. Portanto, o preço de ativos digitais como o Bitcoin também pode ser afetado negativamente devido à correlação do mercado de criptomoedas com as ações dos EUA.

Mais recentemente, Burry ainda sotou uma crítica para o mercado de crise das criptomoedas, reforçando a correlação do Bitcoin com o mercado de ações. Na mensagem, ele questionou se as criptomoedas “não seria só mais um ativo de risco no Nasdaq 100”.

Fontes: Capitalist e Exame.

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